
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou publicamente nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, se o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agiria da mesma forma se o caso envolvesse o ex-presidente Michel Temer, após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. O parlamentar voltou a defender a prisão domiciliar para o pai, citando riscos à saúde decorrentes de uma queda ocorrida durante a prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Em postagem em sua conta no X (antigo Twitter), Flávio Bolsonaro destacou que os medicamentos para o problema crônico de soluços do ex-presidente têm efeitos colaterais como desequilíbrio e sonolência, o que teria levado a uma queda onde ele bateu a cabeça. "Graças a Deus não foi nada grave, mas poderia ter sido. Poderia, sim, ter sido encontrado morto – SOZINHO – na cela da Polícia Federal", afirmou o senador, reforçando sua defesa pela transferência para casa como medida de segurança.
O ministro Alexandre de Moraes determinou a mudança de local da prisão, argumentando melhorias nas condições: aumento dos horários de visitas de 2 para 6 horas diárias, elevação do número de refeições de 3 para 5 por dia, e acomodações mais amplas. A sala na Papudinha tem 64,8 m², com banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa, enquanto a cela na PF media apenas 12 m², limitada a quarto e banheiro.
Flávio Bolsonaro manteve sua posição crítica, esperando que "a lei seja cumprida" e Bolsonaro seja transferido para sua residência, onde o risco de quedas poderia ser reduzido enquanto médicos buscam solução definitiva para o problema de saúde. O caso reflete tensões políticas em torno do tratamento jurídico de figuras públicas, com o senador usando a comparação com Temer para questionar imparcialidade nas decisões do STF.
A defesa de Flávio Bolsonaro pela prisão domiciliar continua em pauta, com o parlamentar enfatizando preocupações com a segurança e saúde do ex-presidente. O desfecho depende de futuras decisões judiciais, enquanto o debate sobre equidade no sistema jurídico brasileiro persiste, influenciando percepções públicas e políticas. A situação permanece sob monitoramento, com possíveis desdobramentos a depender de evoluções médicas e legais.