
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi assinado neste sábado, 17 de janeiro de 2026, no Paraguai, representando um marco histórico no multilateralismo e prometendo gerar oportunidades mútuas de emprego e renda para as populações envolvidas, conforme anunciou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O que o acordo Mercosul/União Europeia significa para o Brasil? Em publicação na rede social X, o presidente Lula descreveu o tratado como um fortalecimento do diálogo entre os blocos, que visa criar empregos, promover a geração de renda, fomentar o desenvolvimento sustentável e impulsionar o progresso econômico. Essa visão otimista reflete a aposta do governo em acordos internacionais como vetores de crescimento, embora críticos questionem a eficácia prática e os impactos fiscais de tais medidas em um contexto de desafios econômicos domésticos.
Como foi a reação internacional ao acordo? A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, elogiou publicamente a liderança e o comprometimento de Lula, atribuindo-lhe a viabilização do acordo. Em mensagem em inglês, ela agradeceu ao presidente brasileiro por "fazer história" e expressou confiança em um futuro de confiança, comércio e trabalho em equipe entre a Europa e o Brasil. Lula, por sua vez, agradeceu aos elogios, reforçando a narrativa de cooperação bilateral.
Quais são os próximos passos após a assinatura? Com o acordo formalizado, espera-se que os países membros iniciem processos de ratificação interna, enquanto especialistas debatem os detalhes de implementação, como barreiras tarifárias e padrões regulatórios. O foco agora está em como transformar as promessas de emprego e renda em resultados tangíveis, especialmente em regiões como a Bahia, onde acordos comerciais podem influenciar setores como agricultura e indústria.
O acordo Mercosul/União Europeia marca um momento significativo na política externa brasileira em 2026, com Lula posicionando o Brasil como um ator chave no cenário global. Enquanto os benefícios econômicos e sustentáveis são promovidos, a eficácia real dependerá da execução e do monitoramento contínuo, com atenção aos impactos locais e à gestão fiscal. O desfecho deste tratado poderá definir o legado comercial do governo atual e influenciar futuras negociações internacionais.