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O presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares, está sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo pelo recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro em suas contas pessoais. Paralelamente, o Ministério Público paulista abriu inquérito em 7 de janeiro de 2026 para apurar possível gestão temerária que teria contribuído para o endividamento do clube, com prazo de 30 dias para apresentação de provas. A crise política se intensifica com a marcação de uma reunião extraordinária para votação do impeachment de Casares na próxima sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, às 18h30, no Morumbis.
A investigação policial, que começou após denúncia enviada pelos Correios, também apura 35 saques nas contas do São Paulo entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões. No mesmo inquérito, o núcleo familiar de Casares e o ex-diretor adjunto de futebol Nelson Marques Ferreira são investigados - este último pela abertura de 15 empresas durante seu período no clube, de 2021 a novembro de 2025. O Ministério Público busca identificar atos administrativos com "potencial dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes, e eventual utilização de recursos públicos ou benefícios fiscais".
A pressão sobre Casares aumentou significativamente após a revelação de um esquema de exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados. Em áudio vazado, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar do uso ilegal do camarote durante o show da Shakira em fevereiro de 2025. O grupo de oposição Salve o Tricolor Paulista protocolou em 23 de dezembro de 2025 um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação da reunião extraordinária, incluindo 13 assinaturas de membros da situação.
Enquanto a Polícia Civil mantém investigações em múltiplas frentes - incluindo supostas irregularidades no departamento de futebol e movimentações nas contas do clube - o processo de impeachment segue seu curso. A reunião decisiva ocorrerá no estádio do Morumbis, onde conselheiros votarão pela manutenção ou destituição do presidente, em meio a um dos períodos mais turbulentos da recente história do tricolor paulista.
Com a votação do impeachment marcada para esta semana e as investigações policiais e ministeriais em andamento, o futuro de Julio Casares na presidência do São Paulo permanece incerto. O desfecho desta crise política poderá redefinir a gestão do clube em 2026, enquanto as autoridades continuam apurando as irregularidades financeiras que envolvem milhões de reais. Os próximos dias serão decisivos para o destino do tricolor paulista e sua liderança.