
A participação do Jacuipense na Série D do Campeonato Brasileiro 2026 está seriamente ameaçada pela crise hídrica em Riachão de Jacuípe e pelos entraves nas obras do Estádio Eliel Martins, o Valfredão. A diretoria do clube admite reavaliar sua inscrição na competição nacional caso não consiga retornar ao seu estádio original, enfrentando custos proibitivos para jogar em Salvador ou Feira de Santana.
O Jacuipense iniciou o Campeonato Baiano 2026 atuando como mandante no Estádio de Pituaçu, em Salvador, diante do Vitória, com público de apenas 1.300 torcedores - número bem abaixo dos cerca de 3 mil esperados em Riachão. Fontes ligadas ao clube confirmaram ao Bahia Notícias que jogar longe da torcida tem pesado no caixa do Leão do Sisal, com custos operacionais elevados incluindo aluguel de estádio, segurança privada, seguro, ambulância e maior efetivo policial.
A situação se agrava para a Série D da CBF, que exige estrutura superior e capacidade mínima de público. Em Pituaçu, a liberação recente foi de apenas três mil torcedores, o que pode não atender às normas da Confederação Brasileira de Futebol. A alternativa da Arena Cajueiro, em Feira de Santana, é considerada inviável financeiramente, com custos que chegam a R$ 50 mil por partida - mais de R$ 100 mil em dois jogos em menos de uma semana.
Enquanto isso, as obras do Valfredão enfrentam obstáculos estruturais e logísticos. Edmilson Pimenta, administrador da Construtora Santa Izabel, responsável pela execução, explicou que o principal problema atual não é financeiro, mas a falta de equipamentos na região e a crise hídrica que atinge Riachão de Jacuípe. O reservatório do estádio comporta até 200 mil litros, mas o uso constante de carros-pipa tornaria a operação onerosa, comprometendo o plantio do novo gramado.
Com o retorno ao Valfredão durante o Campeonato Baiano já descartado, a única possibilidade remota seria a utilização do estádio a partir da Copa do Nordeste, se as obras forem concluídas até o fim de março. A construtora estima não mais que 45 dias para finalizar tudo, desde que a questão hídrica e a modernização da iluminação para LED sejam solucionadas. Enquanto isso, o Jacuipense segue seu calendário: neste sábado (17) contra o Barcelona de Ilhéus na Arena Cajueiro como visitante, e no dia 24 de janeiro novamente em Pituaçu contra o Galícia como mandante, às 16h. A diretoria promete uma análise racional para não sangrar financeiramente o clube, mantendo a torcida do sisal na expectativa sobre o futuro do Leão na Série D 2026.