
As vendas do comércio varejista baiano mantiveram estabilidade de 0,2% em novembro de 2025 frente a outubro, ficando abaixo do índice nacional de crescimento de 1,0%. Na comparação com novembro de 2024, a Bahia registrou expansão positiva de 2,8%, mantendo movimento de crescimento pelo 8º mês consecutivo e superando o desempenho nacional de 1,3%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE) analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
O que explica a estabilidade das vendas no período sazonal? A melhora na expectativa do consumidor, com o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV IBRE subindo 1,3 ponto para 89,8 pontos, contribuiu para o cenário. Contudo, o endividamento das famílias alcançou recorde histórico de 76,2% em novembro de 2025, segundo a Fecomércio-BA, com inadimplência atingindo 27,1% das famílias pelo quarto mês seguido, limitando o consumo apesar do aquecimento das contratações para festas de fim de ano.
Qual o impacto da Black Friday 2025 no varejo baiano? A estratégia de descontos agressivos e condições especiais de pagamento gerou crescimento frente a 2024, mas não superou o desempenho de 5,4% registrado em novembro do ano anterior. Setores como Combustíveis e lubrificantes (8,5%), Hiper e supermercados (2,2%) e Móveis e eletrodomésticos (6,2%) lideraram o crescimento anual, beneficiados pela menor pressão inflacionária.
Como ficou o varejo ampliado na Bahia? O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, manteve estabilidade (-0,2%) mensal e cresceu 1,8% frente a 2024, com destaque para o Atacado especializado em alimentos (7,4%) impulsionado pela deflação em itens como arroz e feijão. No acumulado do ano, a Bahia registrou crescimento de 2,2%, acima dos 1,5% do Brasil.
O cenário do varejo baiano em novembro de 2025 reflete um equilíbrio delicado entre confiança do consumidor e restrições financeiras. Enquanto fatores como antecipação do décimo terceiro e alívio inflacionário sustentam o crescimento anual, o recorde de endividamento e a alta inadimplência sinalizam desafios persistentes para 2026. A SEI continuará monitorando esses indicadores para orientar políticas públicas e estratégias empresariais no estado.