
A Lavagem do Bonfim 2026 ocorreu nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, em Salvador, marcando o retorno histórico do Olodum após 25 anos de ausência. O evento, patrimônio imaterial do Brasil, contou com o apoio do Programa Ouro Negro do Governo da Bahia, que garantiu a participação de 11 blocos de matriz africana com um investimento recorde de R$ 17 milhões, fortalecendo a identidade cultural baiana.
O que tornou a Lavagem do Bonfim 2026 tão especial? O cortejo entre a Igreja da Conceição da Praia, no Comércio, e a Basílica do Senhor do Bonfim foi revitalizado pela presença massiva de blocos afros, com destaque para o Olodum, que desfilou com 120 percussionistas, dançarinos e alegorias. Segundo Marcelo Gentil, presidente Institucional do Olodum, o retorno só foi possível graças ao apoio estratégico do Programa Ouro Negro: "Sem esse apoio, ficaríamos mais uma vez de fora". A multidão, incluindo a assistente social Jéssica Nascimento, de 40 anos, transformou as ruas do Comércio em um mar de gente embalado pelo samba-reggae.
Como o Programa Ouro Negro impacta a preservação cultural? Murilo Câmara, responsável pelos blocos Ki Beleza e Samba & Folia, ressalta que o cortejo é um espaço histórico de afirmação negra, mantido graças ao governo. O cantor Tonho Matéria, do bloco Mangangá Capoeira, destaca que o programa representa uma virada na relação do poder público com manifestações africanas, oferecendo fomento contínuo. Edmilson Lopes, diretor do Ilê Aiyê, enfatiza que o apoio permite a volta de grupos afastados, fortalecendo ações culturais e desenvolvimento social.
Quais blocos participaram da Lavagem do Bonfim 2026? A lista inclui: Afrodescendentes da Bahia, Bloco da Saudade, Ilê Aiyê, Ki Beleza, Leva Eu, Malê Debalê, Mangangá Capoeira, Mundo Negro, Olodum, Proibido Proibir e Samba & Folia. A comerciante Maria da Conceição Santos, de 57 anos, observou que a energia da festa muda com a passagem dos blocos, unindo música, dança e fé.
A Lavagem do Bonfim 2026 reafirmou seu papel como celebração essencial da cultura baiana, com o Programa Ouro Negro atuando como política pública crucial para valorizar e preservar manifestações de matriz africana. O investimento recorde e o retorno do Olodum após décadas destacam um momento histórico de fortalecimento identitário, prometendo continuidade e expansão para futuras edições da festa em Salvador.