
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira, 15 de janeiro de 2026, a instalação de grades de proteção e barras de apoio na cama de Jair Bolsonaro após a queda que ele sofreu na semana passada. A medida faz parte do despacho que determinou a transferência do ex-presidente da Superintendência Regional da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde continuará cumprindo pena.
O que mais foi autorizado para Bolsonaro na Papudinha? Além das adaptações de segurança na cela, Moraes também permitiu assistência religiosa pelo Bispo Robson Lemos Rodovalho e pelo Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. As visitas serão realizadas uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, individualmente, com duração de uma hora cada. No entanto, o ministro negou o pedido da defesa para que Bolsonaro tivesse acesso a uma Smart TV, mantendo apenas o direito a programas jornalísticos de canais abertos, que já era garantido e permanecerá com a transferência.
Qual o contexto da decisão de Moraes? Em seu despacho, o ministro destacou que "a Lei de Execuções Penais assegura ao preso direitos compatíveis com a condição de privação de liberdade" e afirmou que o cumprimento da pena de Bolsonaro está sendo realizado "no estrito cumprimento da legislação, com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana". Ele também ressaltou que o ex-presidente estava em condições privilegiadas na Sala de Estado Maior da Superintendência da Polícia Federal/DF, devido à sua condição de ex-chefe de Estado.
Como está a saúde de Bolsonaro e quais são os próximos passos? Moraes determinou a avaliação do quadro clínico de Bolsonaro para verificar a necessidade de transferência para um hospital penitenciário. A defesa do ex-presidente tem pedido ao STF a concessão de prisão domiciliar em razão das suas condições de saúde. Bolsonaro passou por uma série de procedimentos para tratar uma crise de soluços no final do ano passado no Hospital DF Star, em Brasília, onde ficou internado por uma semana. Ele voltou ao hospital na semana passada para realizar exames após cair em sua cela, com médicos sugerindo que o episódio pode ter ocorrido por interação de medicamentos.
A decisão de Alexandre de Moraes equilibra adaptações de segurança e assistência religiosa com a manutenção de restrições, como a negação da Smart TV, refletindo o cumprimento legal da pena de Bolsonaro. Com a transferência confirmada para o 19º Batalhão da PM (Papudinha), os próximos passos incluem a avaliação médica para possível mudança para um hospital penitenciário, enquanto a defesa continua buscando a prisão domiciliar. O caso segue sob monitoramento do STF, com foco na saúde e condições de encarceramento do ex-presidente.