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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta terça-feira a tabela detalhada das oito primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro Série A de 2026, confirmando o início da competição nacional para 28 de janeiro. Bahia e Vitória, os dois principais clubes do estado, já conhecem seus primeiros adversários na nova temporada, que será marcada por um calendário controverso anunciado no ano passado. A mudança antecipa o Brasileirão para janeiro, reduzindo significativamente o espaço para os tradicionais campeonatos estaduais, como o Baianão, e gerando preocupações sobre a sobrecarga de jogos e o impacto no futebol regional. A decisão da CBF, alinhada com interesses de grandes clubes e transmissoras, coloca em xeque a viabilidade dos torneios locais, que historicamente servem como vitrine para talentos baianos e movimentam a economia do estado.
O novo calendário da CBF, que começa com Vitória enfrentando o Remo no Barradão e Bahia visitando o Corinthians na Neo Química Arena, ambas às 19h e 20h30 respectivamente, reflete uma tendência nacional de priorizar competições de alcance nacional em detrimento das regionais. Nos primeiros confrontos, o Vitória também terá desafios contra Palmeiras na Arena Barueri e Flamengo no Barradão, enquanto o Bahia mede forças com Fluminense na Fonte Nova e Vasco em São Januário. Esses jogos iniciais, concentrados em janeiro e fevereiro, sobrepõem-se diretamente ao período tradicional do Campeonato Baiano, forçando os clubes a uma logística intensa e potencialmente prejudicando o desempenho em ambas as competições. A redução dos estaduais, uma medida criticada por torcedores e dirigentes locais, pode enfraquecer a base do futebol baiano, que depende desses torneios para revelar jovens promessas e manter a rivalidade histórica entre Bahia e Vitória.
Além disso, a tabela inclui clássicos estaduais, como Bahia x Vitória na Arena Fonte Nova, agendado para 20h, e confrontos contra times de peso como Atlético-MG, Internacional, Grêmio e Red Bull Bragantino. Esses jogos, embora atraiam atenção nacional, ocorrem em um período atípico, com partidas como Vitória x Atlético-MG no Barradão às 18h30 e Internacional x Bahia no Beira-Rio às 16h, o que pode afetar a presença de torcida e o rendimento dos atletas devido ao calor e à compactação de datas. A CBF justifica a mudança como necessária para alinhar o calendário brasileiro com o internacional, mas especialistas apontam que isso beneficia principalmente os grandes clubes do eixo Sul-Sudeste, em detrimento de regiões como a Bahia, onde o futebol é uma tradição cultural e econômica vital.
Em resumo, o novo calendário da CBF para 2026, com o Brasileirão iniciando em janeiro e os estaduais sendo comprimidos, representa um desafio para o futebol baiano, que deve equilibrar compromissos nacionais e regionais sob pressão logística e financeira. Bahia e Vitória, como representantes do estado, terão que adaptar-se rapidamente a essa realidade, com jogos como Remo x Bahia no Mangueirão e Vitória x Mirassol no Barradão encerrando as primeiras rodadas. Enquanto isso, torcedores e analistas questionam se a medida, embora alinhada com tendências globais, não sacrifica a rica tradição dos campeonatos estaduais, essenciais para a identidade esportiva da Bahia. O futuro do futebol regional dependerá da capacidade de resistência e inovação diante dessas mudanças impostas de cima para baixo.
Contextualizando, a Bahia, estado nordestino conhecido por sua paixão futebolística e por times históricos como Bahia e Vitória, vê seu calendário esportivo ser remodelado por decisões da CBF, órgão máximo do futebol brasileiro sediado no Rio de Janeiro. Essa alteração pode ter consequências sociais, como a diminuição do engajamento comunitário em torno dos jogos locais, e econômicas, com possíveis perdas para pequenos negócios ligados ao esporte. A crítica conservadora aponta para a necessidade de um equilíbrio entre modernização e preservação das tradições, algo que o atual modelo parece negligenciar em favor de interesses comerciais.