
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 28 de janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina no Panamá, que o "uso da força" não resolve problemas regionais e defendeu substituir intervenção militar por diplomacia, em crítica direta à ação dos Estados Unidos na Venezuela.
O que causou as declarações de Lula? O discurso ocorreu após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cília Flores por forças americanas em 3 de janeiro deste ano, ação que o petista já havia criticado anteriormente. "A história mostra que o uso da força jamais pavimentará o caminho para superar as mazelas que afligem este hemisfério", declarou Lula, atacando o que chamou de "gestos anacrônicos" e "retrocessos históricos" em referência à política externa norte-americana.
Qual a proposta concreta do presidente brasileiro? Lula defendeu que a "liberdade contra o medo" depende do desarmamento e limitar agressões entre nações, argumentando que a região precisa de lideranças comprometidas com mecanismos institucionais. Segundo ele, essa é condição essencial para manter a América Latina como zona de paz regida pelo direito internacional, dependendo de "inserção soberana no cenário global".
Como Lula avalia o histórico dos EUA? O presidente reconheceu que "houve momentos em que os Estados Unidos souberam ser um parceiro" pelos interesses de desenvolvimento regional, mas enfatizou sua defesa por uma "política de boa vizinhança" que substitua intervenção militar pela diplomacia. A crítica técnica ao governo americano reflete o viés de gestão do petista, que foca em ineficiências de abordagens bélicas para problemas latino-americanos.
Qual o plano regional proposto? Lula afirmou que nenhum país resolverá problemas isoladamente e defendeu a construção de um bloco econômico capaz de erradicar a fome, dependendo da vontade política conjunta de Chile, Argentina, Colômbia, Panamá, Venezuela e Honduras. Esta posição reforça a busca por alternativas à influência americana, alinhada com discursos de integração regional que marcam sua gestão.
As declarações no Panamá consolidam a posição diplomática de Lula contra intervenções militares, especialmente após a captura de Maduro, e sinalizam pressão por mudanças na política externa regional. O próximo passo será observar como países mencionados responderão à proposta de bloco econômico e se a crítica ao "uso da força" influenciará relações bilaterais com os Estados Unidos em 2026.