
A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) na manhã desta terça-feira (27/01/2026), teve como um dos principais alvos o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil). A ação investiga um suposto esquema criminoso de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde, com foco em contratos para fornecimento de insumos médicos.
O que causou a operação? Agentes federais cumpriram 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, incluindo endereços ligados ao chefe do Executivo municipal. As investigações, que se iniciaram em 2023, apontam indícios de irregularidades como não entrega de materiais, fornecimento inadequado e prática de sobrepreço em contratos com administrações municipais de diversos estados.
Qual a reação do prefeito? Poucas horas após a ação, Alysson Bezerra publicou um vídeo em suas redes sociais confirmando a apreensão de seu celular, notebook e dois HDs pessoais. O gestor afirmou ter recebido os agentes com "cordialidade" e colaborado com as autoridades, mas vinculou o avanço das investigações ao cenário pré-eleitoral de 2026, ano em que seu nome é cotado para a disputa ao Governo do Estado.
Quais são os próximos passos? Os investigados poderão responder por crimes de desvio de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas. A Justiça também determinou medidas cautelares patrimoniais como parte da operação, que busca desarticular o esquema criminoso identificado nas auditorias da CGU.
A Operação Mederi representa um dos maiores casos de suposto desvio de verbas públicas na saúde em 2026, com repercussão direta no cenário político regional. O desfecho das investigações e as possíveis responsabilizações dos envolvidos devem definir os rumos da gestão municipal de Mossoró e da trajetória eleitoral de Alysson Bezerra nos próximos meses.