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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) implementará mudanças estruturais na arbitragem a partir de 2026, incluindo a realocação da cabine do VAR para longe dos bancos de reservas e a contratação de 72 árbitros profissionais com salários fixos. As medidas, anunciadas oficialmente, visam aumentar a segurança, a transparência e a qualidade das decisões no Campeonato Brasileiro Série A e em outras competições nacionais.
A decisão de mudar a posição da cabine do VAR foi motivada por incidentes de confusão, como o ocorrido em 2024 durante um clássico entre Palmeiras e São Paulo, onde a estrutura foi empurrada. Segundo Netto Góes, presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem da CBF, a nova localização, geralmente do outro lado do campo, proporcionará mais tranquilidade para a comunicação, reduzindo vazamentos de áudio e padronizando o processo. A medida será aplicada no Brasileirão 2026 e em todas as competições que utilizam o sistema.
Paralelamente, a CBF anunciou um programa de profissionalização inédito, com investimento de R$ 195 milhões para o biênio 2026/2027. A partir de 1º de março de 2026, 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR terão contratos de um ano com a entidade, podendo atuar em todas as 380 partidas da Série A. Os critérios de seleção incluíram ser árbitro FIFA ou CBF, ter mais escalações na Série A em 2024 e 2025, e possuir boa nota média nas avaliações de desempenho dessas temporadas.
Os salários fixos variam por categoria, com árbitros podendo receber acima de R$ 30 mil mensais, enquanto a média geral do grupo é de cerca de R$ 13 mil. O programa é baseado em quatro pilares: remuneração (com salário fixo, cotas por jogo e bônus), excelência física e saúde (com monitoramento por smartwatches e suporte de nutricionistas e psicólogos), capacitação técnica (com imersões mensais e análise de lances) e tecnologia e inovação.
Nesta última frente, a grande novidade é a implantação do VAR semiautomático para impedimentos, embora ainda sem data definida para início. A CBF já vistoriou 16 estádios, incluindo Maracanã, Neo Química Arena e Morumbi, e planeja visitar outros como Allianz Parque e Arena Condá. Outra inovação será a "refcam", uma câmera acoplada ao corpo do árbitro para coibir comportamentos inadequados.
As mudanças representam um marco na arbitragem brasileira, buscando alinhar o país a padrões internacionais observados na Europa e no México. Com a cabine do VAR mais segura, árbitros profissionais e tecnologia de ponta, a CBF espera reduzir polêmicas e elevar a qualidade do futebol nacional. A implementação completa, no entanto, ainda depende de ajustes técnicos, como a finalização das vistorias nos estádios e a definição da data de ativação do VAR semiautomático.