
O ato público em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo será realizado em Salvador no dia 28 de janeiro de 2026, a partir das 16h, na Estação de Metrô da Rodoviária (Iguatemi). Organizado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), o evento visa conscientizar a população sobre a persistência dessa violação de direitos humanos no Brasil, com o tema “Diga NÃO ao Trabalho Escravo!” e o lema “Parece absurdo, mas o trabalho escravo ainda existe!”.
O que inclui a programação do ato público em Salvador? A atividade contará com uma programação cultural e educativa diversificada, incluindo exposição fotográfica, samba de roda, intervenções artísticas, depoimentos de trabalhadores resgatados, exibição de vídeo institucional e manifestações de representantes da sociedade civil e órgãos integrantes da força-tarefa de combate ao trabalho escravo. A iniciativa é da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH), por meio da Coordenação de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Contrabando de Migrantes, Combate ao Trabalho Escravo e Política de Migrações, Refúgio e Apatridia, em parceria com a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) e o Metrô Bahia.
Qual a importância de marcar a data em 2026? De acordo com a coordenadora estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Hildete Emanuele, é crucial aproximar a população do tema. “A sociedade precisa saber que esse crime ainda existe e persiste nos nossos tempos. Precisa conhecer quais são as características do trabalho análogo à escravidão e também quais são os canais de denúncia, para que possam de fato denunciar casos que estejam acontecendo com a própria pessoa ou no seu entorno”, destacou. Entre os destaques está a fala do secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, que abordará a importância do trabalho em rede no enfrentamento ao crime.
Por que o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é celebrado em 28 de janeiro? A data, celebrada anualmente, foi instituída em memória dos auditores fiscais do trabalho e de um motorista assassinados em 2004, durante fiscalização de denúncias de trabalho escravo em Unaí, Minas Gerais. Serve como um marco de reflexão, mobilização social e reconhecimento da atuação dos órgãos de fiscalização e defesa dos direitos humanos.
O evento reforça o compromisso do estado da Bahia com a erradicação do trabalho escravo, utilizando um local de alta circulação como a Estação Iguatemi para ampliar o alcance da mensagem. Com atividades que misturam cultura e educação, o ato busca não apenas informar, mas também engajar a comunidade na prevenção e denúncia, destacando a necessidade contínua de vigilância e ação coletiva para combater essa grave violação no ano de 2026.