
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, classificou como "erro grave" a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu parte das regras para mototáxi na capital paulista. A declaração foi dada nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, durante participação no programa "Direto ao Ponto" da Jovem Pan, onde Nunes defendeu a autonomia dos municípios e criticou a interferência federal.
O que causou a polêmica sobre o mototáxi em São Paulo? Na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu normas municipais que regulamentavam o transporte por moto via aplicativo, considerando-as uma "proibição disfarçada". Entre as regras estavam a obrigação de registro do veículo como "de aluguel" (placa vermelha), que, segundo o STF, inviabilizaria a atividade. Nunes rebateu, argumentando que o cadastramento é essencial para segurança. "Como não posso fazer o cadastramento? Não vão transportar pizza, vão transportar gente", disse o prefeito, enfatizando riscos à vida.
Qual o impacto da decisão na gestão municipal? Nunes destacou que a rejeição ao mototáxi foi baseada em um levantamento feito por vereadores eleitos de março a dezembro de 2025, ouvindo especialistas. Ele citou dados de 2024, quando houve 483 mortes por acidente de moto em São Paulo, alertando que, com o transporte regularizado, o número poderia quadruplicar. O prefeito também mencionou os feitos da Faixa Azul, que reduziu acidentes em 47% onde implementada, mas criticou a demora de mais de um ano para autorização federal para ampliá-la. "São coisas difíceis de entender, é preciso respeitar um pouco mais a autonomia dos municípios", concluiu, reforçando seu posicionamento conservador sobre gestão local.
O desfecho desta disputa entre o município e o STF ainda está em aberto, com Nunes mantendo sua crítica à interferência federal. A polêmica reflete tensões mais amplas sobre autonomia municipal versus regulamentação nacional, um tema quente na política brasileira em 2026. Próximos passos incluem monitorar se São Paulo buscará revisão da decisão ou ajustes nas normas, enquanto defensores da segurança no trânsito e da liberdade econômica acompanham de perto.