
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, embarcou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Panamá, onde aguarda um convite formal para disputar as eleições deste ano em São Paulo. A viagem, que marca a primeira agenda internacional de Lula em 2026, serve como palco para articulações políticas cruciais, com Tebet buscando garantir apoio presidencial para viabilizar sua candidatura ao governo do estado ou ao Senado Federal.
O que está em jogo na viagem ao Panamá? Fontes próximas à ministra relatam que, apesar do foco oficial no Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, o voo será utilizado para discussões domésticas sobre as eleições de 2026. Tebet teme sofrer "fogo amigo" dentro do próprio PT, mas avalia que uma conversa direta com Lula pode assegurar o respaldo necessário. Embora ainda não haja definição sobre o cargo exato, aliados apontam que o caminho mais provável é uma candidatura pelo PSB, partido que já convidou a ministra a se filiar.
Qual o contexto político das eleições de 2026? A Legislativa é vista como prioridade tanto por governistas quanto pela oposição, com o PT buscando um reequilíbrio de forças no Congresso. Por isso, Lula deve liberar cerca de 20 ministros para a disputa eleitoral. Além de Tebet, nomes como Fernando Haddad (Fazenda), que mira o Senado ou governo de São Paulo, e Rui Costa (Casa Civil), candidato ao Senado ou governo da Bahia, estão na lista. Governistas temem que as eleições aumentem o domínio da direita no Congresso, destacando a necessidade de aproveitar figuras conhecidas para garantir cadeiras.
Quem mais deixará o governo para disputar eleições? A lista inclui Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) para o Senado pelo Paraná, Anielle Franco (Igualdade Racial) para a Câmara pelo Rio de Janeiro, e Marina Silva (Meio Ambiente) cotada para o Senado por São Paulo. Outros ministros como Renan Filho (Transportes) disputará o governo de Alagoas, e Carlos Fávaro (Agricultura) mira o Senado por Mato Grosso.
Além das articulações políticas, a viagem ao Panamá reforça a agenda institucional de Tebet no Planejamento, com foco em ampliar o diálogo comercial na região. O presidente Lula e a ministra retornam ao Brasil apenas na próxima semana, período que pode definir os rumos da candidatura de Tebet em São Paulo. A estratégia do governo em 2026 será utilizar nomes ministeriais populares para combater a vantagem da oposição nas redes sociais e assegurar representatividade no Congresso, em um cenário onde a esquerda ainda patina em popularidade digital.