
A segunda etapa da ‘Operação Fogo Amigo’ foi deflagrada na manhã desta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, cumprindo nove mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas e Pernambuco. A ação visa desarticular uma organização criminosa especializada na venda ilegal de armas e munições para facções na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, com alvos incluindo lojistas e policiais militares.
Os mandados foram cumpridos em endereços residenciais e comerciais localizados nos municípios pernambucanos de Arapirina e Petrolina, e nos alagoanos de Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro. A Justiça determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores de até R$ 10 milhões dos investigados, além da suspensão da atividade econômica de duas lojas que comercializavam material bélico de forma irregular e o afastamento cautelar das funções públicas de quatro policiais militares.
A operação é resultado de uma investigação integrada do Ministério Público da Bahia, por meio da unidade norte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte), e da Polícia Federal. A ação conta com o apoio da Cipe Caatinga; do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (Bepi); das Corregedorias Gerais da Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco; e do Exército brasileiro.
A primeira fase da ‘Operação Fogo Amigo’ foi deflagrada em 21 de maio de 2024, com o objetivo de desarticular a mesma organização criminosa formada por policiais militares, CACs e lojistas. Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, Pernambuco e Alagoas.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, cujas penas somadas podem chegar a 35 anos de prisão.
A segunda fase da ‘Operação Fogo Amigo’ reforça o combate ao tráfico interestadual de armas, com foco em desmantelar redes que abastecem facções criminosas na região. As medidas judiciais, incluindo bloqueios financeiros e afastamentos de policiais, buscam conter a expansão do crime organizado. A continuidade das investigações pode levar a novas ações e revelações sobre a extensão do esquema.