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A reativação da Fábrica de Torres de Aço em Jacobina foi oficializada nesta terça-feira (27/01/2026) em solenidade na sede da Goldwind em Camaçari, consolidando a Bahia como principal polo da cadeia eólica nacional. O acordo entre EDF Renewables e Goldwind representa investimento de R$ 150 milhões e geração de aproximadamente 1.000 empregos diretos e indiretos, reforçando o compromisso com transição energética e desenvolvimento industrial do estado.
O que significa a reativação da fábrica para a economia regional? A retomada da unidade industrial em Jacobina impacta diretamente a cadeia produtiva de componentes eólicos, com implantação de parque de fornecedores que inclui pelo menos seis empresas do setor, entre elas a Sinoma, já instalada no estado. O projeto conta com incentivos fiscais formalizados em protocolo de intenções assinado entre a Goldwind e o Governo da Bahia em março de 2023, demonstrando capacidade de atração de investimentos estruturantes.
Qual o papel das autoridades baianas no projeto? O governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado pelo vice-governador Geraldo Júnior, destacou durante o anúncio que "a geração de energia renovável garante que a Bahia seja produtora de hidrogênio verde". O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, ressaltou que a iniciativa mostra "um bom ecossistema para atrair investimentos nos mais diversos segmentos, desde datacenter até fábrica de baterias".
Quais as inovações tecnológicas anunciadas? A Goldwind estabeleceu parceria com o SENAI Cimatec para implantar o primeiro projeto de Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) integrado a aerogerador, que será instalado no município de Tanque Novo. Segundo o diretor de Tecnologia e Inovação do SENAI Cimatec, Luis Breda, trata-se de "produto de alta tecnologia que compõe os maiores aerogeradores fabricados no hemisfério sul".
A unidade em Camaçari, primeira fábrica da Goldwind fora da China inaugurada em agosto de 2024, tem capacidade de produção de até 150 aerogeradores anuais com potência entre 6,2 e 8,3 MW, superior aos equipamentos atualmente produzidos no país. A expectativa é alcançar participação de 25% a 30% no mercado brasileiro de turbinas eólicas. Para o diretor-presidente da BahiaInvest, Paulo Guimarães, a parceria com o SENAI Cimatec significa que "não seremos simplesmente fabricantes, mas desenvolvedores de tecnologia", internalizando conhecimento na Bahia e fortalecendo a posição do estado na vanguarda da energia renovável nacional.