
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa pública do colega Dias Toffoli nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, em meio ao aumento das críticas sobre a atuação do magistrado como relator do caso Master. Em publicação na rede social X, o decano do STF afirmou que a atuação de Toffoli observa os parâmetros constitucionais e legais, destacando que a Procuradoria-Geral da República (PGR) já considerou regular sua permanência na relatoria.
O que causou as críticas contra Toffoli? O ministro Dias Toffoli é relator, no STF, das investigações envolvendo o Banco Master e passou a ser alvo de questionamentos de juristas após revelações sobre relações entre familiares do magistrado e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. As informações levantaram debates sobre eventual conflito de interesses e a permanência do ministro à frente do caso, especialmente após a revelação de vínculos entre um resort no Paraná, o Tayayá Resort, e familiares de Toffoli.
Qual o contexto das ligações familiares? O foco da controvérsia é o Tayayá Resort, que já teve ligação com parentes de Toffoli e foi alvo de uma negociação envolvendo Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e irmãos do ministro, José Eugênio Dias Toffoli e José Carlos Dias Toffoli. Essas conexões levantaram dúvidas sobre a imparcialidade de Toffoli nas investigações do Banco Master, que estão sob sua relatoria no Supremo Tribunal Federal.
Como Gilmar Mendes justificou sua defesa? Ao se manifestar, Gilmar Mendes destacou a trajetória institucional de Toffoli e lembrou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliou como regular sua permanência na relatoria. Em sua postagem, o decano do STF escreveu: “A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”. Ele acrescentou que Toffoli tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições, com atuação que observa os parâmetros do devido processo legal.
O caso Master continua sob a relatoria de Dias Toffoli no STF, com a defesa pública de Gilmar Mendes reforçando a posição institucional do ministro. A controvérsia sobre os vínculos familiares e o Tayayá Resort permanece como um ponto de tensão, mas a avaliação da PGR e o apoio do decano do Supremo indicam que, por ora, não há movimentos formais para alterar a relatoria. O desfecho das investigações do Banco Master e o impacto dessa defesa na percepção pública das instituições serão acompanhados de perto nos próximos meses.