
Um confronto entre policiais militares e um grupo armado na tarde de domingo, 25 de janeiro de 2026, em Barra do Pojuca, Camaçari, resultou na morte de quatro homens. Horas antes, outra ação na zona rural de Itajuípe, no sul da Bahia, deixou seis suspeitos mortos. Nenhum policial ficou ferido em nenhum dos episódios, e armas, drogas e um carro ligado a um homicídio anterior foram apreendidos.
Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, os policiais faziam rondas pela localidade do Poço quando encontraram o grupo armado, havendo troca de tiros. Os suspeitos foram socorridos e levados para o Hospital Menandro de Farias, mas não resistiram aos ferimentos. Três foram identificados: Felipe Santana Duarte, 19 anos, Lucas Santos Barbosa, 27, e David Carvalho Araújo, 44. O quarto estava sem documentos. Uma pistola e drogas foram apreendidas, e o caso foi registrado na 4ª Delegacia de Homicídios de Camaçari.
Em Itajuípe, agentes da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE) Cacaueira, em apoio ao 15° Batalhão da PM de Itabuna, realizavam patrulhamento para cumprir uma Ordem de Policiamento Ostensivo (OPO) quando ocorreu o confronto. Os seis homens foram socorridos e encaminhados a um hospital, mas não sobreviveram. Quatro foram identificados: Gledson Santos Cruz, 25 anos, Tallis de Jesus Sousa, 24, Lucas Santos Cruz, 24, e Renê Santos, 26. Os outros dois estavam sem documentos.
Foram apreendidos dois fuzis (um com luneta para disparos a longa distância), uma espingarda calibre 12, uma submetralhadora, uma pistola, um revólver, drogas, munições e um drone. Com um dos suspeitos, foi encontrado o carro usado na execução do adolescente João Vitor dos Santos Reis, 16 anos, em 13 de dezembro de 2025, crime registrado por imagens de celular. Todo o material foi recolhido e apresentado à Justiça.
Os confrontos destacam a intensificação de operações policiais na Bahia em 2026, com foco no combate a grupos armados e tráfico de drogas. As apreensões de armas de guerra e o vínculo com um crime anterior em Itajuípe sugerem conexões com atividades criminosas organizadas. As investigações continuam nas delegacias responsáveis, e a população aguarda mais detalhes sobre o desdobramento dos casos e possíveis impactos na segurança regional.