
O partido Novo acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, por suposta "interferência atípica" em procedimentos relacionados ao Banco Master. A representação, assinada por deputados e pelo senador Eduardo Girão, sustenta que a conduta atribuída ao ministro extrapola os limites da função jurisdicional e pode configurar crimes como gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O que motivou a denúncia do Novo contra o ministro Toffoli? Os parlamentares alegam que a atuação do magistrado, que é relator no STF das investigações envolvendo o Banco Master, viola princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. A representação enviada à PGR e à PF foi separada em dois documentos, com solicitação específica à Polícia Federal para a "instauração de procedimento investigatório para apurar os fatos narrados", destacando a necessidade de análise técnica e independente.
Qual o impacto institucional dessa medida? O líder do Novo na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), afirmou que "a sociedade exige uma resposta clara das instituições de Estado" e que o caso não será "varrido para debaixo do tapete". As críticas a Toffoli intensificaram-se após revelações sobre relações entre familiares do ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, levantando debates sobre conflito de interesses e a permanência do magistrado à frente do processo.
Como reagem outras figuras do STF? Nesta mesma segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo, saiu em defesa de Toffoli, afirmando em publicação na rede social X que a atuação do colega como relator observa os parâmetros constitucionais e legais. Essa defesa contrasta com a posição do Novo, que insiste na gravidade institucional das suspeitas e na necessidade de esclarecimentos aprofundados.
O desfecho desse embate entre o partido Novo e o ministro Toffoli dependerá das investigações da PGR e da PF, que agora têm a responsabilidade de analisar a representação com independência. Caso as alegações sejam procedentes, o caso poderá redefinir limites da atuação judicial e impactar a credibilidade do STF. Para os próximos passos, a sociedade aguarda se as instituições de controle atuarão com a transparência exigida ou se o caso será arquivado sem maiores consequências.