
A Lavagem da Purificação de Santo Amaro ocorreu neste domingo, 25 de janeiro de 2026, nas ruas da cidade, reunindo uma multidão vestida de branco em cortejo até a Igreja Matriz. O evento, marcado pela presença do povo de axé, contou com investimento recorde do Edital Ouro Negro do Governo da Bahia, que viabilizou a participação de três grupos culturais com estrutura completa.
O que caracterizou a Lavagem da Purificação em 2026? O cheiro de alfazema e o som dos atabaques deram o tom desde as primeiras horas, com baianas ajustando saias e o povo ocupando as ruas ao longo do dia. O circuito até a Igreja Matriz foi preenchido por cantos, ritmos e a energia espiritual típica da celebração.
Como o Edital Ouro Negro impactou o evento? Com fomento recorde em 2026, o edital contemplou os grupos Samba Creoula, Charanga da Cobrac e Afoxé Tumbá Lá e Cá, garantindo transporte, indumentárias e condições de trabalho. Pai Gilson, babalorixá e líder do Samba Creoula, destacou que o apoio é uma ferramenta para ocupar a rua e mostrar a cultura sem exclusão, enfatizando a lavagem como momento de purificação espiritual e liberdade religiosa.
Quais foram os destaques dos grupos participantes? O Samba Creoula abriu o cortejo com um padê para Exu, simbolizando a tradição do terreiro Ilê Axé Omorodé Loni Oluaye. A Charanga da Cobrac, presente desde os anos 90, homenageou Dona Nicinha do Samba e Pai Pote, com seu coordenador Leonardo Vinícius ressaltando o fortalecimento da cultura negra no interior. Já o Afoxé Tumbá Lá e Cá, ligado ao terreiro Caboclo Mata Virgem, comandou um mini trio à tarde, com Heloá Ramaiane definindo a celebração como ato sagrado de renovação e coletividade.
A Lavagem da Purificação de 2026 reforçou seu papel como expressão cultural e espiritual vital para Santo Amaro, com o Programa Ouro Negro—criado em 2008 e ampliado pela Lei nº 13.182/2014—demonstrando compromisso contínuo do Governo da Bahia em fomentar manifestações afro-brasileiras. O evento não só celebrou a ancestralidade e a fé, mas também evidenciou como o investimento público pode potencializar a ocupação do espaço urbano pela cultura tradicional, mantendo vivas as raízes que definem a identidade baiana.