
O Bahia está utilizando a estrutura multiclubes do Grupo City como seu principal argumento para atrair jovens promessas do futebol brasileiro. Em entrevista à ESPN no último sábado (24), o diretor de futebol Cadu Santoro afirmou que o clube oferece um plano de carreira global único, com possibilidade de desenvolvimento em 14 times ao redor do mundo, algo que nenhum outro clube brasileiro pode igualar atualmente.
Qual é o diferencial competitivo do Bahia na disputa por joias da base? Segundo Cadu Santoro, o poder de convencimento reside na rede internacional. "A gente sempre tem um tema quando vai conversar com um menino da base, com a família, com o empresário: a gente pode oferecer o que nenhum outro clube pode oferecer, que é o seguinte – a gente tem 14 clubes para os quais esse jogador pode ir", explicou o dirigente. A rede inclui times como Manchester City, Girona, Palermo, New York City e Yokohama Marinos, entre outros.
Como funciona o desenvolvimento dos atletas dentro dessa estrutura? Santoro detalhou que o foco inicial é atender às necessidades do Bahia, mas com múltiplos caminhos possíveis. "A gente está desenvolvendo ele com o objetivo principal do Bahia, mas, se ele não atingir o nível para o top 5, top 6 da Série A, ele vai ter nível, de repente, para outra liga. Quando você oferece isso, faz a diferença no poder de convencimento". O diretor destacou a importância de uma avaliação precisa do potencial de cada atleta e de uma gestão contratual rigorosa para proteger o patrimônio esportivo.
Quais são os resultados práticos dessa política? Em 2025, o Bahia investiu em jovens talentos como David Martins (17), Zé Guilherme (19), Kauê Furquim (16) e Luiz Gustavo (19), vindos de América-MG, Grêmio, Corinthians e Vasco, respectivamente, em negociações milionárias. Além disso, o clube mantém um trabalho contínuo de prospecção de baixo custo, buscando identificar talentos fora do radar nacional para se antecipar à concorrência.
A estratégia do Bahia para atrair joias da base se consolida como um modelo inovador no futebol brasileiro. Com a rede do Grupo City como trunfo, o Esquadrão não apenas disputa atletas já valorizados, mas também estrutura um sistema de desenvolvimento global que promete impactar o futuro do clube no Campeonato Baiano 2026 e além. A próxima temporada deve revelar se essa aposta em jovens talentos com carreira internacional trará os resultados esperados em campo.