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A Arena Mercado Livre Pacaembu completou seu primeiro ano pós-reforma em 2026 com um faturamento de R$ 104 milhões em 2025, mas ainda busca atingir a meta de R$ 150 milhões anuais para cobrir custos operacionais e evitar se tornar um 'elefante branco'. O diretor estatutário Rafael Carvalho revelou que apenas 24,6% dos 146 eventos do ano passado foram esportivos, com o complexo dependendo majoritariamente de shows, ativações de marca e eventos privados para sua receita.
O que causou a baixa adesão do futebol profissional em 2025? Sem Santos e São Paulo, que se distanciaram após protestos de Neymar e Lucas contra o gramado sintético, o estádio sediou apenas nove partidas do futebol profissional. A Portuguesa foi o clube que mais utilizou o espaço, mas considerou o custo mais alto que o do Canindé. A administradora Allegra estuda alternativas ao gramado artificial, como a grama natural usada na Copa América, mas a troca só será viável com 20 a 30 jogos profissionais garantidos, devido ao custo de R$ 2 milhões para o sistema e manutenção mensal de R$ 150 mil a R$ 200 mil.
Qual a estratégia de faturamento e agenda para 2026? O aluguel para clubes é de R$ 250 mil (R$ 125 mil para o futebol feminino), enquanto shows custam R$ 1,25 milhão, explicando o foco em eventos não esportivos. Para 2026, a meta é superar 200 eventos, com parcerias assinadas com confederações de skate, desporto aquático e atletismo. O faturamento de R$ 104 milhões em 2025 incluiu pagamentos de R$ 80 milhões em juros do financiamento da reforma de R$ 800 milhões e R$ 40 milhões em custos operacionais, além de 2% do faturamento para a prefeitura de São Paulo.
Quais obras e dívidas ainda pendem? A maior parte do complexo está funcionando, incluindo o estádio, ginásio (que recebeu o Mundial de Clubes de Vôlei Feminino), centro de tênis e piscina. Em 2026, serão inaugurados um café e uma academia. O edifício multiuso, com hotel e centro de reabilitação esportiva, teve atrasos: o bloco leste, que abrigará o centro de medicina, ainda está em obras devido a reforços estruturais. Quanto às dívidas, a Allegra reduziu protestos de 468 para 428 em janeiro de 2026, com valores caindo de R$ 17 milhões para R$ 13,9 milhões, atribuídos a auditorias internas sobre divergências.
O Pacaembu inicia 2026 com o desafio de se reinserir como palco relevante no futebol paulista, enquanto diversifica sua agenda para garantir sustentabilidade financeira. Com expectativa de fechar o ano com 'quase tudo' em funcionamento e um faturamento projetado para crescer, o complexo aposta em eventos esportivos variados e na conclusão das obras pendentes para consolidar seu renascimento. A administração também implementou melhorias no sistema de drenagem após um alagamento em 2024, usando robôs para manutenção preventiva, visando evitar novos problemas.