
A caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais a Brasília será concluída neste domingo, 25 de janeiro de 2026, na Praça do Cruzeiro, na capital federal. O movimento, que percorreu cerca de 240 quilômetros em seis dias, é um protesto simbólico contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e as condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro de 2023, visando mobilizar apoiadores e promover um "despertar" político.
Iniciada na última segunda-feira (19), a caminhada teve como objetivo principal trazer "luz" e "esperança" aos seguidores, conforme declarou Nikolas Ferreira em entrevista exclusiva à Jovem Pan ao passar por Valparaíso de Goiás no sábado (24). O deputado afirmou que o objetivo já foi atingido ao promover engajamento, e durante o percurso, compartilhou relatos de casos considerados "absurdos" no país, incluindo menções à morte do comerciante Cleriston Pereira da Cunha na Papuda.
A segurança do ato chamou atenção, com Nikolas Ferreira usando colete à prova de balas devido a supostas ameaças e infiltrados. A mobilização contou com a participação de outras figuras da oposição, como os deputados Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE) e o ex-vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). Em resposta, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) instalou grades de proteção ao redor do Palácio do Planalto para reforçar a segurança diante das manifestações programadas.
O ato gerou embates políticos, com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), acionando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) por alegar risco à segurança viária na BR-040 devido à falta de comunicação prévia e ocupação de pistas. A PRF enviou um ofício ao gabinete de Nikolas informando que tomou conhecimento do evento após seu início e adotaria medidas para preservar a segurança, enquanto a assessoria do deputado negou intercorrências graves, classificando o movimento como "orgânico e pacífico".
Com a chegada a Brasília, a caminhada de Nikolas Ferreira simboliza um marco na mobilização da oposição em 2026, destacando tensões políticas e questões de segurança pública. O desfecho na Praça do Cruzeiro pode influenciar debates futuros sobre liberdade de expressão e protestos, com possíveis desdobramentos em ações legislativas ou judiciais relacionadas aos temas abordados.