
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), demitiu nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado (Rioprevidência), Deivis Marcon Antunes. A exoneração ocorreu após a Polícia Federal deflagrar a Operação Barco de Papel, que investiga nove transações financeiras da autarquia totalizando cerca de R$ 970 milhões em investimentos supostamente destinados ao Banco Master.
A decisão do governador fluminense foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro (Doerj), seguindo a ação da PF que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na sede do fundo de previdência. Além de Deivis Marcon Antunes, a operação tem como alvos o diretor de investimentos Eucherio Lerner Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, investigando possíveis irregularidades nas transações.
Em nota oficial, o Palácio da Guanabara informou que já havia instaurado, em dezembro de 2025, um procedimento interno por meio da Controladoria Geral do Estado para apurar os fatos relativos aos investimentos da autarquia. O governo fluminense destacou que a investigação abrange não apenas possíveis danos ao erário público, mas também eventuais transgressões disciplinares de gestores do Rioprevidência, reforçando o compromisso com a transparência e a fiscalização técnica.
A Operação Barco de Papel, deflagrada também nesta sexta-feira, concentra-se nas nove transações financeiras que totalizam aproximadamente R$ 970 milhões, com suspeitas de desvios ou má gestão nos investimentos supostamente direcionados ao Banco Master. A ação da PF e a resposta imediata do governo estadual refletem a pressão por eficiência na gestão de recursos públicos, especialmente em fundos de previdência que impactam diretamente servidores e a economia fluminense.
A demissão de Deivis Marcon Antunes marca um passo decisivo na crise do Rioprevidência, com o governo de Cláudio Castro buscando conter os danos políticos e financeiros. As investigações da Controladoria Geral do Estado e da Polícia Federal devem avançar nas próximas semanas, podendo resultar em novas medidas administrativas ou ações judiciais. O caso evidencia os desafios de gestão em fundos públicos e a necessidade de auditorias rigorosas para prevenir prejuízos ao erário, um tema sensível para a administração fluminense em 2026.