
O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou formalmente ao Ministério da Fazenda e à Polícia Federal informações detalhadas sobre as investigações envolvendo o Banco Master, em um caso que o ministro Fernando Haddad classificou como "a maior fraude bancária" do país. As solicitações ocorreram em janeiro de 2026, com pedidos específicos enviados em 8 e 14 de janeiro, respectivamente, após Haddad revelar conversas quase diárias com autoridades do Banco Central e TCU sobre o caso.
O que causou a investigação do MPTCU? A ação do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado foi desencadeada após declarações públicas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que em entrevista coletiva na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, classificou a situação do Banco Master como "a maior fraude bancária" do Brasil e afirmou que o caso "inspira muito cuidado". Haddad revelou manter diálogo constante com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, para coordenar ações sobre o caso.
Quais são os pedidos específicos do MPTCU? Em 14 de janeiro de 2026, o MPTCU encaminhou solicitação formal ao Ministério da Fazenda pedindo o envio de todas as informações sobre possíveis fraudes envolvendo o Banco Master. Anteriormente, em 8 de janeiro, o subprocurador-geral já havia feito pedido ao presidente Vital do Rêgo para que o TCU requisitasse da Polícia Federal o compartilhamento completo dos dados da investigação em curso contra a instituição financeira. As informações sobre esses movimentos foram divulgadas pelo jornal Estadão.
Qual o contexto mais amplo da investigação? Haddad explicou que mantém conversas "quase diárias" com Galípolo para dar "respaldo institucional da Fazenda" ao caso, já que a situação do Master também envolve diretamente a pasta ministerial. O ministro destacou ainda que a investigação tem conexão com o caso Reag - um dos fundos investigados na Operação Carbono Oculto, que desarticulou esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis. Sobre as tratativas com o TCU, Haddad afirmou acreditar que "houve uma convergência sobre como ajudar, fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades" e "eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados".
O caso do Banco Master se transformou em uma das maiores investigações financeiras do país em 2026, com envolvimento direto de múltiplas instituições federais. A atuação coordenada do MPTCU, Ministério da Fazenda, Banco Central, TCU e Polícia Federal indica a complexidade e gravidade das alegações, que segundo Haddad representam "a maior fraude bancária" já registrada no Brasil. Os próximos passos incluem a análise das informações solicitadas e possíveis medidas para apuração de responsabilidades e recuperação de eventuais prejuízos aos cofres públicos e investidores afetados.