
A Polícia Técnica da Bahia (DPT) iniciou nesta semana a instalação de uma nova plataforma automatizada para processamento de amostras de DNA em crimes sexuais, adquirida por R$ 2,7 milhões pela Secretaria da Segurança Pública. O equipamento, fabricado na Europa e utilizado por apenas seis estados brasileiros além da Polícia Federal, representa um avanço tecnológico que amplia a capacidade pericial e fortalece o enfrentamento a crimes sexuais no estado, com meta de zerar o passivo de exames até fevereiro de 2026.
O que muda com a nova tecnologia? A plataforma automatiza uma das etapas mais complexas do exame genético, que até então era realizada manualmente devido às limitações do modelo anterior. Segundo o coordenador de Genética Forense do Laboratório Central, Luís Rogério, "o equipamento automatiza uma etapa extremamente trabalhosa do processo, aumentando a produtividade, a padronização e a segurança dos exames de DNA, especialmente nos casos de crimes sexuais".
Como funciona o investimento em segurança pública? A aquisição integra o conjunto de investimentos do Governo do Estado da Bahia na modernização da Segurança Pública, com foco no fortalecimento das investigações criminais e na proteção das vítimas. O diretor-geral do DPT, Osvaldo Silva, destacou que "esse investimento reforça o compromisso com a modernização da Polícia Técnica e com a celeridade na produção da prova pericial, contribuindo diretamente para a elucidação de crimes e para a justiça às vítimas".
Qual o contexto da evolução tecnológica? A Coordenação de Genética Forense já havia cumprido metas relevantes como a coleta de amostras de condenados no sistema prisional para inserção no Banco de Perfis Genéticos e a redução do passivo de exames existentes. Como contrapartida por esse desempenho, o DPT recebeu anteriormente um sistema automatizado com menor capacidade operacional através de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP/MJSP).
Quais são os próximos passos? Após a instalação concluída nesta semana, as peritas criminais que atuam na área de DNA em crimes sexuais passarão por treinamento especializado para operar o novo equipamento. O sistema será incorporado ao esforço iniciado em setembro de 2025, com o objetivo claro de eliminar completamente o passivo de amostras de crimes sexuais pendentes de exames de DNA até o final de fevereiro de 2026.
Para o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, o investimento reforça a prioridade dada à modernização: "Estamos investindo em tecnologia de alto nível para fortalecer as investigações e garantir respostas mais rápidas e qualificadas à sociedade. A ampliação da capacidade de exames de DNA é fundamental para a elucidação de crimes e para a proteção das vítimas". A Bahia se consolida assim entre as unidades da federação com tecnologia de ponta em genética forense, posicionando-se na vanguarda do combate aos crimes sexuais através da ciência pericial.