
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, desistirá da reeleição para a Câmara dos Deputados para concorrer a uma vaga no Senado Federal pelo estado do Paraná nas eleições de 2026. A decisão atende a um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito durante reunião a portas fechadas no Palácio do Planalto, como parte de uma estratégia para ampliar a bancada governista e conter o crescimento da oposição.
O que motivou a mudança de Gleisi Hoffmann? A articulação faz parte de uma estratégia política do Palácio do Planalto para fortalecer a base governista no Senado a partir da próxima legislatura. O governo identifica que a oposição, especialmente o Partido Liberal (PL), mantém força expressiva na Casa — com cerca de 15 cadeiras — e busca frear esse crescimento.
Qual o objetivo de Lula com essa estratégia? O presidente visa lançar nomes de peso para disputar o Senado em estados-chave, visando equilibrar forças e facilitar a governabilidade. Além disso, a medida cria uma barreira contra eventuais processos de impeachment, que tramitam obrigatoriamente pelos senadores.
Quem mais integra a estratégia governista? Além de Gleisi Hoffmann no Paraná, o plano inclui outros nomes de destaque: Marina Silva (Rede), cotada para disputar o Senado por São Paulo; Wellington Dias (PT), Ministro do Desenvolvimento Social, que deve buscar vaga pelo Piauí; e Camilo Santana (PT), Ministro da Educação, aposta para o Ceará.
Como essa movimentação afeta a política nacional? A decisão de Gleisi Hoffmann representa uma mudança significativa no cenário político, com o PT buscando consolidar sua presença no Senado para garantir maior estabilidade ao governo Lula. A estratégia reflete uma preocupação com a governabilidade e a necessidade de conter avanços da oposição, que tem mostrado força em processos legislativos.
A candidatura de Gleisi Hoffmann ao Senado pelo Paraná em 2026 marca um realinhamento estratégico do PT, com foco no fortalecimento da base governista e na contenção da oposição. A medida, articulada diretamente por Lula, demonstra a prioridade do governo em garantir maior controle sobre o Senado, essencial para a aprovação de projetos e defesa contra eventuais crises políticas. O próximo passo será a formalização das candidaturas e o início das campanhas nos estados mencionados.