
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, embarcou nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, para Israel, onde participará da "Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo" em Jerusalém nos dias 26 e 27 de janeiro. O evento contará com a presença do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, e o senador planeja usar a viagem para estabelecer alianças com políticos de direita internacionais, mesmo sem ter sacramentado formalmente sua candidatura no Brasil.
O que está em jogo na viagem de Flávio Bolsonaro? Ainda sem uma candidatura oficializada no cenário político brasileiro, o senador utiliza viagens internacionais como estratégia para divulgar seu nome e construir pontes com lideranças conservadoras globais. Além de Israel, Flávio Bolsonaro planeja visitar o Bahrein e países da América Latina, buscando consolidar uma rede de apoio que possa fortalecer sua eventual campanha presidencial em outubro de 2026.
Qual o contexto político da conferência em Jerusalém? A "Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo" reúne figuras políticas e ativistas contra o preconceito religioso, oferecendo ao senador uma plataforma internacional para discursar e expor suas intenções de governo. A participação de Benjamin Netanyahu, líder histórico da direita israelense, adiciona peso simbólico ao evento, potencialmente elevando o perfil de Flávio Bolsonaro no cenário global.
Quais são as propostas de política externa defendidas por Flávio? No domingo, 18 de janeiro de 2026, o senador defendeu publicamente a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, medida que já havia sido proposta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante seu governo. Na época, a ideia foi recuada, resultando na abertura de um escritório comercial na capital israelense. Essa posição reforça o alinhamento de Flávio com políticas pró-Israel, um tema caro a eleitores conservadores e à base bolsonarista.
A viagem de Flávio Bolsonaro a Israel representa mais do que uma participação em evento internacional; é uma jogada estratégica para construir alianças e testar águas para uma possível candidatura presidencial em 2026. Com discursos em conferências de alto nível e encontros com figuras como Netanyahu, o senador busca projetar uma imagem de estadista global, enquanto delineia políticas como a mudança da embaixada brasileira. O sucesso dessas articulações poderá definir os rumos de sua campanha e influenciar o debate político brasileiro nos próximos meses.