
O julgamento sobre a extradição da ex-deputada Carla Zambelli foi adiado mais uma vez pela Justiça italiana nesta terça-feira, 20 de janeiro de 2026. A Corte de Apelação de Roma informou que não teve tempo suficiente para analisar as informações enviadas pelo governo brasileiro sobre a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde ela ficaria detida se retornar ao Brasil. Uma nova audiência está marcada para a primeira quinzena de fevereiro de 2026.
Este é o segundo adiamento do processo de extradição, que já havia sido postergado em 18 de dezembro de 2025, quando os advogados de defesa pediram mais tempo para análise de documentos do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar do Ministério Público da Itália ter se manifestado favorável à extradição no final de 2025, a Corte de Apelação de Roma ainda não concluiu a avaliação das condições carcerárias brasileiras.
Carla Zambelli está presa preventivamente na Itália desde julho de 2025, após deixar o Brasil em maio do mesmo ano pela fronteira com a Argentina, evitando o controle migratório. De Buenos Aires, viajou para a Flórida e, no início de junho, seguiu para a Itália, onde acreditava estar protegida por sua cidadania italiana. No mesmo dia de sua chegada ao país europeu, seu nome foi incluído na lista de difusão da Interpol, e o STF solicitou sua extradição imediata.
A ex-deputada foi condenada pelo STF a dez anos de prisão e à perda do mandato por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em atuação com o hacker Walter Delgatti. Em uma segunda condenação, foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, referente ao episódio em que perseguiu um homem a mão armada pelas ruas de São Paulo em outubro de 2022.
O próximo capítulo deste processo judicial internacional ocorrerá na primeira quinzena de fevereiro de 2026, quando a Corte de Apelação de Roma realizará nova audiência para decidir sobre a extradição. Enquanto isso, Carla Zambelli permanece detida na Itália, aguardando o desfecho de um caso que envolve questões complexas de jurisdição internacional e cooperação judiciária entre Brasil e Itália. O resultado poderá definir não apenas seu futuro legal, mas também estabelecer precedentes para casos similares de figuras públicas envolvidas em processos criminais transfronteiriços.