
Três professores da Rede Estadual de Ensino da Bahia foram selecionados para uma das formações científicas mais concorridas do país, participando de imersão na Ilum Escola de Ciência e no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais em Campinas, São Paulo, entre 12 e 17 de janeiro de 2026. A iniciativa integra o Programa de Formação da Escola Sirius para Professores do Ensino Médio, levando a força da educação do interior baiano ao maior complexo de pesquisa e tecnologia da América Latina.
Quem são os professores baianos selecionados? Os educadores Bruno Nogueira (professor de química do Colégio Estadual do Campo Rômulo Galvão, em Caldeirão Grande), Anfrísio Carvalho da Rocha (professor de biologia do Colégio Estadual de Tempo Integral de Piripá) e Jorge Lúcio Rodrigues (do Colégio Estadual Professora Ivaneck Maria Aguiar Costa, em Porto de Sauípe, município de Entre Rios) integram o grupo de apenas 60 educadores brasileiros escolhidos nacionalmente.
Qual o impacto dessa formação para o ensino na Bahia? Para Bruno Nogueira, a experiência no Sirius representa um "divisor de águas" na carreira, demonstrando como "a ciência de ponta pode e deve dialogar com a realidade dos nossos estudantes". Anfrísio Carvalho da Rocha destaca o contato direto com ambiente tecnológico moderno, aulas dinâmicas, práticas laboratoriais e trocas com professores de todo o país, ampliando estratégias de ensino. Jorge Lúcio Rodrigues reforça que a vivência amplia sua visão sobre integração entre diferentes áreas do conhecimento, fortalecendo a motivação pela ciência e inovação.
Como funciona o Programa Sirius para Professores? A iniciativa aproxima docentes da rede pública de ambientes de inovação, pesquisa avançada e produção científica de alto nível, proporcionando imersão completa em um dos centros de pesquisa mais importantes do continente. A presença baiana neste seleto grupo nacional destaca a excelência científica que vem sendo desenvolvida nas escolas estaduais do interior da Bahia.
A participação dos três professores baianos nesta formação de elite nacional consolida o fortalecimento da educação científica na rede estadual, demonstrando que o interior da Bahia está produzindo educadores capacitados para dialogar com a ciência de ponta. A experiência adquirida em Campinas deverá reverberar nas salas de aula de Caldeirão Grande, Piripá e Entre Rios, inspirando novas gerações de estudantes baianos a se interessarem por carreiras científicas e tecnológicas. Este reconhecimento nacional posiciona a Bahia como referência em formação docente de qualidade, com potencial para ampliar ainda mais sua participação em programas de excelência científica nos próximos anos.