
O ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann morreu no domingo, 18 de janeiro de 2026, em Brasília, aos 73 anos, após enfrentar um câncer no pâncreas. A morte foi confirmada pelo Instituto Brasileiro de Mineração, onde ele atuava como diretor-presidente desde 2022. Jungmann teve uma extensa carreira política, incluindo quatro ministérios e três mandatos como deputado federal por Pernambuco.
Raul Jungmann foi internado pela primeira vez em novembro de 2025 devido ao câncer, recebendo alta em dezembro, mas retornou ao hospital próximo ao Natal e novamente em 17 de janeiro de 2026, vindo a falecer no dia seguinte. Sua trajetória política começou na juventude no Partido Comunista Brasileiro (PCB), com filiações posteriores ao MDB, PPS e PMDB. Como ministro, ele comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias no governo Fernando Henrique Cardoso, o Ministério da Defesa na gestão de Michel Temer, e tornou-se o primeiro ministro da Segurança Pública do Brasil em 2018.
Durante o governo Temer, Jungmann coordenou operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o uso das Forças Armadas em crises de segurança pública. Como deputado federal, ele foi vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, que investigou corrupção na compra de ambulâncias, e líder da Frente Brasil Sem Armas durante o referendo de 2005 sobre armas. Na oposição ao governo Dilma Rousseff, defendeu o impeachment, contribuindo para a ascensão de Temer. Jungmann também presidiu o IBAMA e foi investigado por suspeitas de fraude em licitações no Ministério do Desenvolvimento Agrário, com inquérito arquivado pela Justiça Federal.
Raul Jungmann deixa dois filhos e uma neta. O velório e cremação serão realizados em cerimônia restrita a parentes e amigos em Brasília. Sua morte marca o fim de uma carreira política diversificada, com impactos significativos na segurança pública e no desenvolvimento agrário do Brasil.