
A proposta de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para apurar crimes e fraudes do liquidado Banco Master atingiu 42 assinaturas nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, ampliando a pressão sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O requerimento, apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), conta com 25 assinaturas a mais do que o mínimo necessário – um terço do Senado – e pode ser lido já na primeira sessão deliberativa do ano, prevista para 1º de fevereiro.
O que diferencia as propostas de CPI e CPMI no caso Banco Master? Enquanto uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) depende da leitura do requerimento numa sessão do Congresso Nacional, sob liderança de Alcolumbre, a proposta de Girão no Senado pode ser lida pelo presidente da Casa Alta diretamente, acelerando o processo. Isso ocorre porque, uma vez atingido o número necessário de assinaturas, cabe ao presidente do Senado ou da Câmara ler o requerimento e designar um presidente para chefiar os trabalhos.
Qual o contexto das denúncias e pressões sobre Alcolumbre? As denúncias crescentes relacionadas ao Banco Master e decisões controversas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso têm feito com que Alcolumbre seja cada vez mais cobrado por seus pares para abrir uma CPI ou CPMI. O presidente do Senado tem adotado o silêncio como estratégia durante o recesso do Congresso, mas a proposta de Girão amplia essa pressão, especialmente com a possibilidade de leitura iminente em fevereiro.
Quais outras iniciativas parlamentares estão em curso? Além da proposta no Senado, uma CPMI é pleiteada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que já reuniu mais de 197 assinaturas – 26 a mais do que o mínimo necessário. Outras propostas incluem as das deputadas federais Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), em fase de coleta de apoios, e a do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para criação de uma comissão de investigação na Câmara.
Com a proposta de CPI do Banco Master no Senado já com assinaturas suficientes, a bola agora está com Davi Alcolumbre, que enfrenta pressão crescente para agilizar a investigação. A leitura do requerimento em fevereiro pode marcar o início dos trabalhos, enquanto outras iniciativas na Câmara seguem em andamento, refletindo o interesse amplo do Congresso em apurar as fraudes. O desfecho dependerá da ação do presidente do Senado e do ritmo das sessões deliberativas em 2026.