
A candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026 foi declarada "viável e irreversível" pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em entrevista à CNN Brasil. A afirmação ocorre em meio a resistência de partidos do Centrão ao nome do senador e a uma pesquisa que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando cenários eleitorais.
O que diz a pesquisa sobre as intenções de voto para 2026? A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 14 de janeiro de 2026, aponta Lula na liderança com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 38% de Flávio Bolsonaro. O levantamento, com margem de erro de dois pontos percentuais, ouviu 2.004 eleitores entre 8 e 11 de janeiro, indicando um cenário competitivo mas desafiador para a direita.
Por que partidos do Centrão ainda resistem à candidatura de Flávio? Dirigentes desses partidos avaliam impactos regionais e mantêm espaço para alternativas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Aliados do governador reconhecem o protagonismo recente do senador, mas não descartam a viabilidade de Tarcísio em uma disputa pelo Planalto, criando uma tensão interna na coalizão de direita.
Como Flávio Bolsonaro está reagindo às divisões? Em discurso no sábado, 17 de janeiro de 2026, o senador pediu convergência na direita, mencionando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas em tentativa de mostrar união. "Todos nós que queremos um Brasil melhor temos que ter muita sabedoria e união para vencer o partido das trevas", afirmou, referindo-se ao PT. Ele destacou: "Não caiam em pilha errada. O Tarcísio é um aliado fundamental. A Michelle tem um papel importantíssimo."
Qual o papel de Michelle Bolsonaro nesse processo? Apesar de nunca ter declarado preferência por Tarcísio como candidato, gestos recentes da ex-primeira-dama, como o compartilhamento de vídeo do governador nas redes sociais, vêm sendo interpretados como sinais nessa direção. Entre aliados do bolsonarismo, isso alimentou desconfianças sobre seu posicionamento na escolha do nome para as eleições deste ano de 2026.
A declaração de Valdemar Costa Neto reforça a posição do PL em apostar na candidatura de Flávio Bolsonaro, mas a resistência do Centrão e as movimentações em torno de Tarcísio de Freitas sugerem que a unificação da direita ainda enfrenta obstáculos. Com a pesquisa mostrando Lula à frente, a pressão por uma estratégia coesa aumenta, enquanto o senador insiste que sua decisão "não tem volta". O desfecho dessa disputa interna será crucial para definir os rumos da oposição nas eleições presidenciais de 2026.