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O Flamengo, atual campeão da Libertadores, está em situação delicada no Campeonato Carioca 2026. Com o time sub-20 na lanterna após derrotas como a de 3x0 para o Volta Redonda, o clube enfrenta o risco inédito de disputar o quadrangular do rebaixamento. A decisão de priorizar o elenco principal para o Brasileirão e competições internacionais criou uma tempestade perfeita no calendário.
O que causou a crise no Flamengo? A combinação do novo formato dos Estaduais, mais curtos, com o fim tardio da temporada 2025 – o clube disputou a Copa Intercontinental até 17 de dezembro – forçou uma aposta arriscada. Enquanto rivais como Botafogo, Vasco e Fluminense retornaram aos treinos antes, o Flamengo manteve o sub-20 comandado por Filipe Luís, que só se reapresentou na semana passada. Agora, com clássicos contra Vasco (quarta-feira) e Fluminense (domingo), o dilema é claro: manter os jovens aumenta o risco de cair para o quadrangular; apressar os titulares, mal preparados, expõe o elenco a lesões e desgaste precoce.
Qual o impacto real do rebaixamento? Embora a queda direta seja improvável, entrar no quadrangular do rebaixamento – disputado em seis datas – criaria um problema logístico enorme. O Flamengo teria que decidir entre sacrificar atletas do elenco principal ou continuar com o sub-20, comprometendo a preparação para o Brasileirão 2026, a Supercopa do Brasil, a Libertadores e a Copa do Brasil. A zoação dos rivais é o menor dos problemas; o calendário apertado é a verdadeira ameaça.
A aposta no sub-20 foi um erro? Não necessariamente. Com um ano longo pela frente e a cobrança por títulos como o Brasileirão e a Libertadores conquistados em 2025, era estratégico poupar os titulares. O encurtamento dos Estaduais pela CBF, visando um Brasileirão mais confortável, foi uma mudança necessária, mas trouxe consequências inesperadas. O Flamengo é a primeira grande vítima desse novo modelo, sentindo na pele o equilíbrio delicado entre planejamento e resultados imediatos.
O desfecho dessa crise definirá o ritmo do Flamengo em 2026. Passados os clássicos, a estreia no Brasileirão e a decisão da Supercopa do Brasil exigirão o elenco no auge. Se o clube conseguir navegar pelo Carioca sem grandes baixas, a aposta no sub-20 poderá ser vista como um mal necessário. Caso contrário, o preço do planejamento ousado poderá ecoar por toda a temporada. A torcida rubro-negra aguarda ansiosa a decisão da diretoria: arriscar no presente ou garantir o futuro?