
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, uma caminhada de Minas Gerais a Brasília em protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos de 8 de Janeiro. O parlamentar descreveu o ato como 'simbólico' para 'trazer luz' e 'dar esperança', com chegada prevista para domingo (25).
Em vídeo publicado em suas redes sociais, Nikolas Ferreira declarou que seu coração está 'inquieto diante das coisas que estão acontecendo', referindo-se a 'escândalo atrás de escândalo' e uma 'manipulação psicológica' que, segundo ele, deixa brasileiros em estado de indignação e impotência. O deputado afirmou ser testemunha de que muitos parlamentares compartilham o mesmo sentimento perante as prisões dos atos de 8 de Janeiro e a detenção de Bolsonaro, que ele classifica como injustas.
Sem citar nomes específicos, Nikolas Ferreira afirmou que 'sacou a estratégia' do 'inimigo', que estaria tentando 'matá-los em vida', 'silenciá-los' e 'jogá-los para a invisibilidade'. A caminhada, segundo ele, serve como um ato simbólico para lembrar e relembrar 'quem nós somos' e a razão de sua presença na política. O parlamentar também citou uma trend nas redes sociais que recorda os movimentos de 2016 a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, enfatizando que não subestima 'o poder da rua, do brasileiro' e da verdade.
Durante a caminhada, Nikolas Ferreira começou a compartilhar atualizações nos stories do Instagram, prometendo que a cada 10 km relembraria 'um caso absurdo acontecendo no país'. O primeiro relato foi sobre a morte do comerciante Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, enquanto estava preso preventivamente pelos atos de 8 de Janeiro.
A caminhada de Nikolas Ferreira simboliza uma resposta política direta às recentes detenções, buscando mobilizar apoio e manter a visibilidade sobre o tema. Com a chegada prevista para domingo (25), o ato pode gerar repercussão nacional e influenciar debates legislativos e jurídicos em 2026, especialmente em um contexto onde questões de liberdade e justiça permanecem no centro da agenda pública.