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A Nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador entra em operação na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, em Águas Claras, transformando a rotina de moradores e a paisagem urbana da região. O equipamento nasce como um polo de serviços, mobilidade e desenvolvimento econômico, impactando diretamente bairros como Pirajá, Cajazeiras e o Subúrbio Ferroviário, com estimativa de 20 mil passageiros diários e aproximadamente mil ônibus em operação.
Moradora do Solar Vista Mar, próximo à Estação Campinas do Metrô em Pirajá, a técnica de enfermagem Jaqueline Garcia já percebe os benefícios: “Além da oferta de novos empregos, vai valorizar nossos imóveis”. A expectativa se repete entre outros moradores do entorno, como a comerciária Fernanda Coutinho, que vive em um condomínio próximo à Brasilgás e avalia que a chegada da rodoviária representa mais movimento, oportunidades e valorização do patrimônio.
Com área total superior a 127 mil metros quadrados e cerca de 41 mil metros quadrados de área construída, o Terminal Salvador foi concebido como um hub de mobilidade moderno e integrado, reunindo metrô, ônibus urbanos, metropolitanos e intermunicipais, com futura conexão ao VLT. O complexo abriga mais de 200 pontos comerciais e uma ampla rede de serviços, incluindo unidade do SAC, clínica médica, farmácias, delegacia, lojas, lanchonetes e restaurantes, seguindo padrão semelhante ao de aeroportos com foco em tecnologia, acessibilidade e sustentabilidade.
No mercado imobiliário, os reflexos já começam a aparecer. A Ademi-BA observa aumento do interesse por empreendimentos residenciais e comerciais de perfil popular, diferente do padrão corporativo consolidado no entorno da antiga rodoviária. Incorporadoras que já atuam na região buscam novos terrenos para atender à demanda crescente por moradia. Implantada em uma área já urbanizada e densamente povoada, a nova rodoviária tende a gerar impactos mais rápidos do que os observados há cinco décadas, quando a antiga estação foi transferida para o eixo ACM–Tancredo Neves.
Para o governador Jerônimo Rodrigues, mais do que uma obra de infraestrutura, a Nova Rodoviária da Bahia se consolida como vetor de transformação social e econômica: “Reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e amplia o acesso da população a emprego, renda e oportunidades”. Especialistas avaliam que os efeitos agora recaem sobre territórios vivos, com comércio ativo e forte presença popular, marcando uma nova era na mobilidade urbana de Salvador em 2026.