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O São Paulo Futebol Clube tem um novo presidente interino: o empresário Harry Massis Junior, de 80 anos, assumiu o cargo após o afastamento de Julio Casares, consolidado em votação no Conselho Deliberativo na noite de sexta-feira, 16 de janeiro de 2026. Em pronunciamento, Massis declarou que "São Paulo não merece o que aconteceu" e prometeu trabalhar pela pacificação do clube, que vive um completo caos político e financeiro.
O que causou a mudança na presidência do São Paulo? O processo de afastamento de Julio Casares foi consolidado em votação, colocando Massis, que era vice-presidente, no cargo de forma provisória até confirmação em assembleia de sócios. O novo presidente já teve conversas informais no Morumbis sobre possibilidades para futuras diretorias, buscando recolocar o clube numa rota de reestruturação. Enquanto algumas alas pedem grande reformulação em todas as áreas, outros conselheiros acreditam que Massis não romperá completamente com pessoas próximas a Casares.
Qual será o primeiro desafio de Harry Massis Junior? A remontagem da equipe de futebol é urgente. O cargo de diretor de futebol está vago desde que Carlos Belmonte pediu afastamento no fim de 2025, deixando o departamento representado apenas pelo executivo profissional Rui Costa. Com poucas contratações na janela de transferências, jogadores negaram acertos nas últimas semanas devido à crise financeira e bagunça política. Negociações travadas devem ganhar andamento com a diminuição da instabilidade.
Como está a situação financeira do São Paulo em 2026? O maior desafio é o buraco financeiro: a dívida se aproximou do bilhão no fim de 2024, com leve queda em 2025. A meta para 2026 é receita de R$ 931,8 milhões. Problemas de fluxo de caixa causaram dois transfer bans na gestão anterior por pagamentos não realizados, e jogadores convivem com direitos de imagem em atraso. Massis deve dar sequência a projetos iniciados por Casares e buscar mais receitas no mercado.
O São Paulo entra em 2026 sob liderança interina de Harry Massis Junior, com desafios imediatos na direção de futebol, estabilização financeira e pacificação política. Enquanto negociações devem retomar com a diminuição da instabilidade, o clube busca superar transfer bans e atrasos salariais que afetaram contratações. A confirmação de Massis na assembleia de sócios e a formação de nova diretoria definirão se o Morumbis conseguirá sair do caos e retomar projetos de crescimento em um ano crucial para o tricolor paulista.