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O Corinthians avançou em um acordo com a Caixa Econômica Federal para substituir a gestora do fundo que administra a dívida de R$ 655 milhões da Neo Química Arena. A mudança ocorre após a Reag (atual Arandu), alvo da Operação Carbono Oculto, ter sua liquidação decretada pelo Banco Central em janeiro de 2026.
O que causou a necessidade da troca? A Reag é investigada pela Operação Carbono Oculto, que apura fraudes, crimes financeiros e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 6 de janeiro de 2026, o Ministério Público de São Paulo pediu à Polícia Federal para investigar a contratação e atuação da gestora. O promotor Cássio Conserino, que investiga ex-presidentes do Corinthians, enviou ofício à PF solicitando inquérito.
Como o Corinthians reagiu? O clube iniciou tratativas com a Caixa em agosto de 2025, após a deflagração da operação, para reavaliar os riscos regulatórios. A diretoria executiva e os responsáveis pela Arena conduziram um processo rigoroso de compliance e diligência, indicando possíveis novos administradores e gestores à Caixa. O Corinthians ressaltou que as conversas começaram antes da decisão do Banco Central.
Qual o próximo passo? Nos próximos dias, o clube formalizará a solicitação de transferência da administração para o novo gestor. Após a aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os trâmites regulatórios serão concluídos. O nome da nova gestora ainda não foi revelado.
Qual o contexto da dívida? A Reag assumiu a gestão do fundo em 2022, após renegociação assinada pelo ex-presidente Duilio Monteiro Alves. A dívida de R$ 655 milhões pelo financiamento do estádio faz parte do endividamento total de R$ 2,7 bilhões do Corinthians.
O Corinthians afirma ter cumprido todos os ritos exigidos, preservando compliance e boa governança. A troca da gestora é vista como um passo crucial para estabilizar as finanças do clube e garantir a administração transparente da Neo Química Arena. Com a liquidação da Reag/Arandu e as investigações em curso, a mudança se torna urgente para evitar impactos negativos nas operações do estádio e na imagem institucional.