
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, que a Polícia Federal altere o cronograma de depoimentos dos investigados no caso do Banco Master, concentrando as diligências em apenas dois dias na sede do STF. A decisão modifica o planejamento original, que previa oitivas ao longo da última semana de janeiro e primeira de fevereiro, e representa mais uma interferência direta do ministro na condução da investigação pela PF.
O que causou a mudança no cronograma? Toffoli ordenou que a PF realize todos os depoimentos em uma sala de audiências no STF, cancelando as datas inicialmente marcadas. Entre os investigados que seriam ouvidos estão o dono do Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, além de outros envolvidos. A PF já notificou os advogados sobre o cancelamento e informou que um novo cronograma será definido.
Qual o contexto das decisões de Toffoli? Esta é mais uma medida do ministro que impacta a Operação Compliance Zero. Na segunda fase da operação, deflagrada nesta semana, Toffoli havia retirado da PF a responsabilidade de guardar e analisar os materiais apreendidos – ele recuou parcialmente após críticas. A atuação do ministro levanta questões sobre a autonomia da PF em investigações de alto impacto, como o caso Master, que envolve suspeitas de irregularidades bancárias.
Como a decisão afeta a investigação? A concentração dos depoimentos em dois dias pode acelerar o processo, mas também reduz o tempo para a PF aprofundar as oitivas. Especialistas em direito penal apontam que mudanças bruscas em cronogramas de investigação podem comprometer a qualidade das diligências, especialmente em casos complexos que exigem análise detalhada de provas e testemunhos.
O desfecho do caso Master agora depende da definição do novo cronograma pela PF, sob supervisão do STF. A interferência de Toffoli na operação continua a gerar debates sobre a separação de poderes e a eficiência das investigações policiais. O próximo passo será a marcação das datas para os depoimentos concentrados, que devem ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2026, enquanto a sociedade aguarda transparência e celeridade na apuração do escândalo.