
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, que vai priorizar o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, destacando que o tema é relevante tanto para trabalhadores quanto para empresários brasileiros. A declaração reforça a expectativa de avanço da pauta no Congresso e ocorre em meio à reaproximação política entre Motta e o governo do presidente Lula, que já sinalizou apoio à medida.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Hugo Motta afirmou literalmente: “O presidente sinalizou ainda no fim do ano passado que a Câmara vai priorizar o tema [do fim da escala 6×1]. Afirma ainda que o debate é importante para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiros e para o empresariado.” Desde o fim de 2025, o presidente Lula fechou questão favoravelmente ao fim da escala 6×1, tratando o tema como uma das pautas prioritárias do governo. No Planalto, a avaliação é de que a reaproximação com Hugo Motta pode impulsionar a tramitação de projetos ligados à mudança na jornada de trabalho, considerada também uma agenda com apelo eleitoral em ano de eleições.
Segundo fontes do Congresso, Motta retomou o diálogo com o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, após um período de afastamento no fim de 2025, motivado por divergências em votações, como a do projeto conhecido como PL Antifacção. Aliados do presidente da Câmara disseram que a relação com Lula é descrita como uma “amizade respeitosa e institucional”. Nos bastidores, a leitura é de que há ganhos políticos para ambos os lados: o governo avança em uma pauta sensível ao eleitorado em ano de eleições, enquanto Motta pode contar com o apoio do presidente Lula tanto no cenário político da Paraíba quanto em uma eventual disputa pela reeleição à presidência da Câmara.
Esse projeto de lei está sendo avaliado pelo Planalto por ter tramitação mais rápida do que uma PEC, o que aumenta as chances de avanço da pauta ainda em 2026. A priorização do tema por Hugo Motta, aliada ao apoio do governo Lula e à pressão eleitoral, sugere que o debate sobre o fim da escala 6×1 deve ganhar ritmo acelerado nos próximos meses, com impactos potenciais na legislação trabalhista e na dinâmica política nacional. O desfecho dessa pauta será crucial para definir os rumos das relações entre Executivo e Legislativo em um ano marcado por disputas eleitorais.