
O Governo do Estado da Bahia está executando obras de contenção de encostas em 10 municípios do interior com investimento de R$ 63,5 milhões, beneficiando diretamente cerca de 940 famílias que vivem em áreas de alto risco geológico. As intervenções, que integram o Novo PAC, começam em 2026 e seguem até 2028, focando na prevenção de desastres naturais e proteção de comunidades vulneráveis.
O que incluem as obras de contenção? As ações contemplam municípios como Candeias, Eunápolis, Ibicaraí, Ilhéus, Medeiros Neto, Mundo Novo, Nazaré, Simões Filho, Vitória da Conquista e Ipiaú, com obras estruturantes de estabilização de taludes, drenagem de águas pluviais e controle de erosões. Além das intervenções físicas, o projeto inclui ações sociais e acompanhamento pós-obra, garantindo que as comunidades recebam suporte integral.
Como funciona a execução das obras? A execução está a cargo da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), em parceria com o Ministério das Cidades, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). Segundo a secretária Jusmari Oliveira, "O Governo da Bahia fez a opção política de proteger vidas em todo o território baiano, não apenas na capital. Essas obras no interior mostram que o Estado está presente onde o risco é maior".
Qual o impacto regional dessas medidas? Para a região do Sisal e outras áreas do interior, essas obras representam um avanço significativo na infraestrutura urbana, especialmente considerando que muitas famílias historicamente viveram à margem dos investimentos públicos. A política estadual de prevenção de desastres naturais busca garantir segurança, dignidade e justiça social, alinhando-se com demandas locais por melhorias estruturais.
As obras de contenção de encostas marcam um compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento urbano sustentável no interior baiano, priorizando municípios que enfrentam riscos geológicos elevados. Com cronograma estabelecido até 2028, as intervenções devem reduzir significativamente a vulnerabilidade das comunidades, enquanto reforçam a presença do Estado em regiões tradicionalmente negligenciadas. O próximo passo será o monitoramento da execução das obras e a avaliação contínua do impacto social dessas medidas.