
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à GloboNews na quarta-feira (14) que pretende ajudar na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026, mas descartou ser coordenador da campanha. Haddad deixou em aberto participar da elaboração do programa de governo do PT, como fez em 2018, quando assumiu a candidatura à Presidência após a prisão de Lula.
Em entrevista exibida na noite de quarta-feira, Haddad reafirmou que não pretende ser candidato, mas não descartou conversar com o PT sobre o assunto. "Tem muita coisa em jogo, não só na economia. Quero entender a melhor forma pela qual posso ser aproveitado", afirmou o ministro, que deixará o comando da Fazenda ainda em janeiro de 2025.
O que causou a declaração de Haddad? A entrevista revela a movimentação política do PT para as eleições de 2026, com Haddad posicionando-se como um aliado estratégico, mas evitando assumir a liderança operacional da campanha. Essa postura reflete uma divisão de papéis dentro do partido, onde Haddad mantém influência programática sem comprometer-se com funções executivas.
Haddad não confirmou se será substituído pelo secretário executivo da pasta, Dario Durigan, deixando em aberto quem assumirá o Ministério da Fazenda após sua saída. Essa indefinição gera incertezas sobre a continuidade das políticas econômicas do governo Lula, especialmente em um contexto de desafios fiscais e pressões inflacionárias.
As declarações de Haddad marcam o início da articulação petista para 2026, com o ministro buscando um papel de influência sem assumir riscos políticos diretos. A saída de Haddad da Fazenda em janeiro abre espaço para mudanças na equipe econômica, enquanto o PT define sua estratégia eleitoral. O próximo passo será a formalização do programa de governo, onde Haddad poderá exercer seu peso ideológico e técnico.