
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou nesta quinta-feira, 15, que sua pré-candidatura à Presidência "não tem volta", minimizando uma publicação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Em visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Flávio defendeu sua indicação como escolha do líder bolsonarista.
Flávio Bolsonaro declarou não ter conversado com Michelle nos últimos dois dias após ela curtir um comentário da primeira-dama de São Paulo, Cristiane, que pedia "um novo CEO para o Brasil". O senador enfatizou buscar unidade, mas afirmou: "Não vou ficar cobrando qual o tempo de cada um". Ele justificou sua posição com o argumento de que foi indicado por Jair Bolsonaro, descartando outras possibilidades. Sobre pesquisa Genial/Quaest que o mostra atrás do presidente Lula, Flávio contestou: "Não existe aquela distância entre eu e o Lula", alegando que seus dados internos divergem. A pesquisa apontou Lula com 36% a 39% e Flávio com 23% a 32% em cenários de primeiro turno.
Durante a visita, Flávio também abordou a saúde do pai, defendendo prisão domiciliar devido a um barulho "enlouquecedor" na cela que impede o sono por até 12 horas diárias, qualificando-o como "técnica de tortura". Ele mencionou um dilema médico entre continuar medicamento para soluço ou risco de desequilíbrios, com a defesa apresentando novo pedido de prisão humanitária.
Com a pré-candidatura firmada e apoio familiar em discussão, Flávio Bolsonaro segue focado na campanha enquanto monitora a situação jurídica e de saúde do pai. O desenrolar desses fatores pode impactar as estratégias eleitorais e a unidade bolsonarista rumo às eleições.