
A produção industrial da Bahia registrou crescimento de 0,9% em novembro de 2025 em comparação ao mês anterior, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Na comparação com novembro de 2024, o setor industrial baiano apresentou aumento de 1,5%, consolidando uma trajetória de crescimento moderado ao longo do ano.
O que explica o crescimento da indústria baiana em novembro? O desempenho positivo foi puxado principalmente pelo segmento de Derivados de petróleo, que registrou alta de 7,3% devido ao aumento no processamento de gasolina automotiva e óleos combustíveis. Outros destaques foram os setores de Celulose, papel e produtos de papel (16,6%) e Indústrias extrativas (14,9%). O segmento de Produtos alimentícios manteve estabilidade com variação de 0,2%.
Quais setores apresentaram resultados negativos? A principal influência negativa veio do segmento de Produtos químicos, com queda de 13,2%, explicada especialmente pela menor produção de etileno não-saturado e propeno não-saturado. Outros resultados negativos foram observados em Couro, artigos para viagem e calçados (-19,3%), Bebidas (-10,6%), Metalurgia (-4,9%), Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,6%), Produtos de borracha e material plástico (-0,6%) e Minerais não metálicos (-2,3%).
Como está o desempenho acumulado da indústria baiana? No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a produção industrial registrou crescimento de 1,1%. No indicador acumulado dos últimos 12 meses, o aumento foi de 1,4%. Estes números refletem uma recuperação gradual após o crescimento de 2,7% registrado em outubro, demonstrando a resiliência do setor industrial baiano frente aos desafios econômicos.
Os dados da SEI e IBGE revelam um cenário misto para a indústria baiana, com crescimento sustentado mas concentrado em poucos setores. A dependência de segmentos específicos como derivados de petróleo e celulose levanta questões sobre a diversificação industrial no estado. O desempenho negativo em setores tradicionais como produtos químicos e couro-calçados sugere a necessidade de políticas setoriais mais eficazes para fortalecer a base industrial da Bahia nos próximos meses.