
O ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, deve oficializar sua saída do governo federal durante reunião marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (14), no Palácio do Planalto, em Brasília. A decisão está diretamente ligada à sua candidatura a uma cadeira no Senado Federal nas eleições de outubro, conforme informações confirmadas por fontes próximas ao governo.
A saída de Silvio Costa Filho representa a 16ª mudança no alto escalão do governo Lula, em um movimento que reflete a intensificação dos preparativos para o pleito eleitoral. Outros ministros também devem deixar seus cargos para participar das eleições, incluindo Waldez Goés (Integração e Desenvolvimento Regional), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Jader Filho (Cidades), Camilo Santana (Educação) e Renan Filho (Transportes). Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, já confirmou que pedirá exoneração para disputar a reeleição como deputada federal pelo Paraná, enquanto André de Paula, da Pesca e Aquicultura, declarou em dezembro sua intenção de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por Pernambuco.
O futuro do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), permanece incerto. Caso não continue na chapa com Lula para a reeleição ao Planalto, ele deve sair candidato a algum cargo por São Paulo. Paralelamente, apurações indicam que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar a pasta para se dedicar à agenda econômica na campanha do chefe do Executivo, evidenciando uma reestruturação estratégica do governo em ano eleitoral.
Silvio Costa Filho assumiu o Ministério dos Portos e Aeroportos em setembro de 2023, durante uma reforma na Esplanada dos Ministérios que visava ampliar a presença do Centrão no governo. Ele substituiu Márcio França, que foi remanejado para o então recém-criado Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Atualmente licenciado da Câmara dos Deputados, Silvio Costa Filho conquistou seu primeiro mandato na Casa Baixa do Congresso nas eleições de 2018, com 109.185 votos em Pernambuco, sendo reeleito em 2022 com 162.056 votos.
A reunião de quarta-feira entre Silvio Costa Filho e Lula não apenas formaliza mais uma saída ministerial, mas também sinaliza os desafios de gestão que o governo enfrenta em um ano eleitoral. A frequência de trocas no alto escalão levanta questões sobre a estabilidade administrativa e a eficiência de políticas públicas, especialmente em setores críticos como infraestrutura e logística. Analistas apontam que essa movimentação pode impactar a continuidade de projetos e a coordenação entre ministérios, exigindo ajustes rápidos para evitar lacunas operacionais. O cenário eleitoral promete intensificar ainda mais essas dinâmicas, com o governo buscando equilibrar campanha política e governança.