
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, confirmou nesta terça-feira (14) que deixará o comando da pasta em abril para se dedicar integralmente à pré-candidatura ao Senado Federal por Pernambuco nas eleições de 2026. A desincompatibilização seguirá o calendário legal, conforme adiantado pela Jovem Pan News, permitindo maior foco na construção de sua campanha eleitoral.
Em declarações, Costa Filho afirmou estar "pronto e preparado para representar Pernambuco no Senado Federal", destacando sua extensa trajetória política que inclui passagens como vereador do Recife, deputado estadual, secretário de Estado, deputado federal e, atualmente, ministro. O político ponderou que "eleição majoritária não depende apenas de um desejo pessoal, mas de um conjunto de fatores", mas expressou confiança em construir "uma bela vitória ao lado do presidente Lula".
Segundo o ministro, o presidente tem estimulado sua candidatura ao Senado, com quem mantém conversas regulares. Costa Filho afirmou que "sempre procurei fazer política com decência, lealdade e correção", buscando alinhar sua imagem aos valores defendidos pelo governo. A avaliação positiva de seu nome em pesquisas de intenção de voto tem reforçado a viabilidade da candidatura, servindo como incentivo para seguir no projeto eleitoral.
Analisando o contexto político, observa-se que a saída de um ministro para disputar eleições majoritárias representa um movimento estratégico comum em governos, especialmente quando há necessidade de fortalecer a base parlamentar. No entanto, a eficácia dessa transição depende criticamente da capacidade de converter capital político acumulado no Executivo em votos concretos, um desafio que se intensifica em eleições senariais onde o eleitorado avalia não apenas a trajetória individual, mas também o desempenho do governo ao qual o candidato esteve vinculado.
Costa Filho também afirmou estar satisfeito com os resultados alcançados à frente do Ministério de Portos e Aeroportos, destacando o crescimento do setor portuário e da aviação civil brasileira durante sua gestão. O ministro declarou que continuará "ao lado do presidente Lula ajudando Pernambuco e o Brasil", mantendo o discurso de alinhamento com o governo mesmo durante a campanha eleitoral. A movimentação ocorre em um momento de reconfiguração das forças políticas para 2026, com partidos aliados ao governo buscando consolidar candidaturas competitivas para ampliar sua representação no Congresso Nacional.